Esta planta foi confeccionada pela antiga Cia. de Terras Norte do Paraná, e mostra as cidades de Londrina, Nova Dantzig, Rolândia e Heimtal. Faz parte do acervo do Museu do Imigrante, de São Paulo.
Londrina Histórica
Este blog é dedicado à cidade de Londrina e à sua história. As fotos foram retiradas de várias fontes, sempre citadas, ou são dos próprio autor. Em muitos casos, não pudemos determinar a autoria das fotos. Agradecemos a quem puder colaborar para enriquecer esse trabalho. Cliquem nas fotos para vê-las em melhor resolução.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Planta de Londrina em 1936
domingo, 14 de agosto de 2011
A primeira cadeia de Londrina
A primeira cadeia pública de Londrina, sem dúvida, não pode gerar nenhum sentimento nostálgico do londrinense. Ao contrário, poderia gerar, simplesmente, vergonha.
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| Primeira cadeia pública de Londrina |
A cadeia não passava de um minúsculo cubículo de madeira, situado na Rua Mato Grosso, como se pode ver na foto acima. Havia espaço somente para a mesa e a cadeira do delegado.
Não havia, simplesmente, espaço ou segurança para abrigar os presos. A solução encontrada para isso foi manter um carroção-jaula, de tração animal, onde os presos eram acomodados até serem encaminhados para a delegacia de Jataizinho. Os presos ficavam ali, expostos à execração pública.
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| Delegacia de Londrina, nos anos 40 |
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| O cadeião de Londrina, em estado deplorável |
Hoje decrépito, mas ainda em uso pela Polícia Civil, aguarda restauração para se transformar em um centro cultural.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Avenida São Paulo em duas épocas
Essas duas fotos mostram praticamente o mesmo local, o trecho inicial da Avenida São Paulo, entre as Ruas Benjamim Constant e Sergipe.
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| Avenida São Paulo, ao lado da Praça Rocha Pombo, em 1942 |
Sessenta e oito anos separam as duas cenas. A foto acima retrata o início da pavimentação do trecho, em paralelepípedos, iniciada no segundo semestre de 1942. À direita da foto, pode-se ver a Praça Rocha Pombo, ainda não urbanizada e, mais abaixo, destaca-se o teto da primeira estação ferroviária, demolida três anos depois para a construção da nova estação, o atual Museu Histórico de Londrina.
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| Avenida São Paulo, no mesmo local, em 2010 |
A segunda foto, tirada em 2010, retrata o mesmo trecho de rua quase setenta anos depois. O Museu Histórico pode ser visto logo abaixo da Rua Benjamim Constant. Até onde a vista alcança, não há nenhum resquício da densa floresta que cobria a região, e o trânsito de carros e ônibus domina totalmente a paisagem.
A nota interessante das fotos, no entanto, é a quantidade de árvores margeando a rua. De fato, na década de 40, quase todas as árvores nativas existentes na área central da cidade foram erradicadas.
Pode-se notar algumas árvores replantadas ao longo da avenida. Era um caso quase isolado: somente em 1949 a prefeitura tomou a decisão de criar um viveiro de mudas e replantar mais árvores nas ruas. Hoje, a cidade tem muitas vezes mais árvores nas ruas do que tinha há 60 anos atrás.
Pode-se notar algumas árvores replantadas ao longo da avenida. Era um caso quase isolado: somente em 1949 a prefeitura tomou a decisão de criar um viveiro de mudas e replantar mais árvores nas ruas. Hoje, a cidade tem muitas vezes mais árvores nas ruas do que tinha há 60 anos atrás.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Irmãos Lopes: pioneiros no transporte rodoviário em Londrina
O imigrante espanhol José Lopez Lopez chegou ao Brasil em 1922, e após morar no Estado de São Paulo durante 15 anos, chegou a Londrina, com toda a sua família, em fevereiro de 1937.
| Ônibus urbano da Grande Londrina, década de 90 |
Casou em Londrina com Amélia Barbosa, em dezembro de 1937, e mudou-se em seguida para Ibiporã, onde permaneceu até 1950, quando retornou a Londrina.
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| Irmãos Lopes, concessionária DeSoto, em 1950 (foto: Irmãos Lopes) |
Em 1950, abriu, com seus irmãos, a empresa Irmãos Lopes, concessionária dos veículos DeSoto, uma subsidiária da Chrysler, que ficava na esquina das Ruas Sergipe e Mato Grosso.
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| Concessionária Mercedes-Benz, em 1957 (foto: Irmãos Lopes) |
Em 1957, a Irmãos Lopes torna-se concessionária da Mercedes-Benz, no mesmo local, onde hoje está o Camelódromo de Londrina.
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| Ônibus Nicola da VUL, na década de 60 (foto: Irmãos Lopes) |
Em 21 de setembro de 1958, a Irmãos Lopes aceita o desafio da Prefeitura de Londrina, de assumir o transporte coletivo de Londrina, já que a concessionária Fatore, Simone e Lira estava insolvente e não poderia mais manter o serviço.
Foi criada, então, a Viação Urbana Londrinense, que ainda existe e é concessionária do transporte público de Londrina, mas agora renomeada Transportes Coletivos Grande Londrina - TCGL.
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| Ônibus urbano Veneza, da TCGL, ano 1977, em propaganda do fabricante (foto: Marcopolo) |
Em 1966, a Irmãos Lopes deixa de representar a Mercedes-Benz e torna-se concessionária da Scania-Vabis do Brasil, instalando-se na via marginal da Rodovia BR-369, atual Rua Messias Vilmar de Souza.
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| Concessionária Scania-Vabis, 1966 (foto: Irmãos Lopes) |
José Lopez Lopez faleceu em 26 de maio de 1991, mas a Irmãos Lopes continua como concessionária Scania, na Avenida Brasília. O antigo prédio da empresa, no centro, passou por grandes modificações, mas é o mesmo prédio do atual Camelódromo de Londrina.
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| O Camelódromo, no mesmo prédio construído em 1950 pela empresa Irmãos Lopes |
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Antigos passes de ônibus urbanos de Londrina
A foto abaixo mostra alguns tipos de passes de ônibus utilizados pela antiga Viação Urbana Londrinense e pela sua sucessora, a Transportes Urbanos Grande Londrina.
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| Foto: Jackson Liasch |
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A Praça Gabriel Martins em outros tempos
A Praça Gabriel Martins é uma das praças mais centrais de Londrina. Foi incorporada ao Calçadão, construído na gestão do prefeito Antonio Casemiro Belinati, em 1977, com projeto do arquiteto Jaime Lerner.
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| A Praça Gabriel Martins, nos anos 50 |
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| Praça Gabriel Martins, em 1963 - Foto do arquivo de Francisco de Almeida Lopes |
Na foto acima, de 1963, pode-se ver os dois cinemas instalados na Praça, o Cine Augustus, à direita da foto, e o Cine Londrina, ao fundo, que exibia então o filme "Os Pássaros", de Alfred Hitchcok.
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| Foto de Yutaka Yasunaka |
O nome da praça homenageia o médico Gabriel Carneiro Martins, o primeiro médico a desenvolver atividades sanitárias em Londrina, ao assumir, em 1939, o posto de Higiene de Londrina.
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| A Praça Gabriel Martins, vista da Avenida São Paulo no início dos anos 60 - Foto: Blog do Pato |
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| A Praça Gabriel Martins, vista da Avenida São Paulo, no início dos anos 60. Pode-se ver, ao fundo, o Edifício Salomé |
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| Avenida Paraná, em frente à Praça Gabriel Martins, em 1966 - foto de Francisco de Almeida Lopes |
sábado, 18 de junho de 2011
A lenda da Praça Floriano Peixoto: é o desenho da bandeira britânica?
Um dos mais conhecidos mitos que circulam de boca em boca em Londrina é o que diz que o desenho das calçadas que cruzam a Praça Floriano Peixoto, no coração da cidade, representa a bandeira da Inglaterra.
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| A praça Floriano Peixoto, nos anos 50 |
Não existe nenhum registro histórico, no entanto, de que isso seja verdade. A praça foi urbanizada nos anos 40, quando os ingleses já estavam colocando a CTNP - Companhia de Terras Norte do Paraná à venda, devido à Guerra que enfrentavam na Europa contra Hitler.
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| A Praça Floriano Peixoto, ao norte da Catedral de Londrina, nos anos 50 |
O mais provável, portanto, é que o traçado da praça tenha seguido os mesmos caminhos percorridos habitualmente pelos transeuntes, nos sentidos transversal e diagonal, e de que seja mera coincidência a semelhança com a bandeira britânica.
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| A Praça Floriano Peixoto, nos anos 60 |
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