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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Avenida São Paulo em duas épocas

Essas duas fotos mostram praticamente o mesmo local, o trecho inicial da Avenida São Paulo, entre as Ruas Benjamim Constant e Sergipe.
Avenida São Paulo, ao lado da Praça Rocha Pombo, em 1942
Sessenta e oito anos separam as duas cenas. A foto acima retrata o início da pavimentação do trecho, em paralelepípedos, iniciada no segundo semestre de 1942. À direita da foto, pode-se ver a Praça Rocha Pombo, ainda não urbanizada e, mais abaixo, destaca-se o teto da primeira estação ferroviária, demolida três anos depois para a construção da nova estação, o atual Museu Histórico de Londrina.
Avenida São Paulo, no mesmo local, em 2010
A segunda foto, tirada em 2010, retrata o mesmo trecho de rua quase setenta anos depois. O Museu Histórico pode ser visto logo abaixo da Rua Benjamim Constant. Até onde a vista alcança, não há nenhum resquício da densa floresta que cobria a região, e o trânsito de carros e ônibus domina totalmente a paisagem.

A nota interessante das fotos, no entanto, é a quantidade de árvores margeando a rua. De fato, na década de 40, quase todas as árvores nativas existentes na área central da cidade foram erradicadas.

Pode-se notar algumas árvores replantadas ao longo da avenida. Era um caso quase isolado: somente em 1949 a prefeitura tomou a decisão de criar um viveiro de mudas e replantar mais árvores nas ruas. Hoje, a cidade tem muitas vezes mais árvores nas ruas do que tinha há 60 anos atrás.

sábado, 18 de junho de 2011

A lenda da Praça Floriano Peixoto: é o desenho da bandeira britânica?

Um dos mais conhecidos mitos que circulam de boca em boca em Londrina é o que diz que o desenho das calçadas que cruzam a Praça Floriano Peixoto, no coração da cidade, representa a bandeira da Inglaterra.
A praça Floriano Peixoto, nos anos 50
Não existe nenhum registro histórico, no entanto, de que isso seja verdade. A praça foi urbanizada nos anos 40, quando os ingleses já estavam colocando a CTNP - Companhia de Terras Norte do Paraná à venda, devido à Guerra que enfrentavam na Europa contra Hitler.
A Praça Floriano Peixoto, ao norte da Catedral de Londrina, nos anos 50
O mais provável, portanto, é que o traçado da praça tenha seguido os mesmos caminhos percorridos habitualmente pelos transeuntes, nos sentidos transversal e diagonal, e de que seja mera coincidência a semelhança com a bandeira britânica.
A Praça Floriano Peixoto, nos anos 60

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Rua Tupi, final dos anos 50

Essa é a Rua Tupi, no final dos anos 50. Seria um cenário quase irreconhecível hoje, não fosse pela casa do pioneiro Celso Garcia Cid, a grande mansão quase ao centro da foto, cuja construção foi concluída em março de 1947 (foto mais abaixo).
Rua Tupi, com a Avenida Higienópolis ao fundo
Pode-se ver as obras do reservatório de água subterrâneo, ao lado da caixa d'água da Avenida Higienópolis, que também estava em construção.
Residência de Celso Garcia Cid, ao término da sua construção, março de 1947
Na esquina entre a Rua Tupi e a Avenida Higienópolis, também pode-se ver a residência da família Roehrig, construída em 1945 e recentemente demolida. Era conhecida como a "Casa dos Sete Anões", graças às esculturas dos anões que enfeitavam o seu jardim (foto abaixo).
A "casa dos 7 anões", construída em 1945, foto de Carolina Pagani
Outro detalhe da foto é o grande movimento de pessoas em frente à Igreja Batista, em contraste com as ruas nos arredores, quase desertas de pessoas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O centro de Londrina em outros tempos - III

Estas fotos são das décadas de 60 e 70, e já mostram o centro de Londrina com aspecto mais próximo ao atual.
Esquina da Avenida São Paulo com a Alameda Miguel Blasi, em meados dos anos 70, sem grandes mudanças em relação aos tempos de hoje.
A Alameda Miguel Blasi vista dos fundos da Catedral. As árvores eram mais jovens e mais baixas, e os carros dão uma idéia da época da foto, meados dos anos 70.
O Fórum de Londrina nos anos 70. O prédio hoje abriga a Biblioteca Pública Municipal.
A Avenida Paraná no início dos anos 70, antes da construção do Calçadão.
Este prédio abrigava tanto a Câmara quanto a Prefeitura de Londrina, atá a transferência da Prefeitura para o local onde hoje se encontra a sede da CMTU, na Rua Professor Joâo Cândido, esquina com a Avenida Juscelino Kubitschek. A Câmara permaneceu até os anos 80, e o prédio foi demolido para dar lugar a uma agência do Bradesco. É a esquina das ruas Minas Gerais e Santa Catarina.
A praça Willie Davids e as Casas Fuganti, com o seu letreiro em neon verde, com o "Relojão" ao fundo, anos 70.
O mesmo local, visto de um ponto mais alto, onde se pode ver a atual Catedral ainda em construção. Durante esse período, as missas eram rezadas no subsolo, onde hoje se encontra o estacionamento da Catedral. O ano provável da foto é 1972.
Este grupo de edifícos foram construídos, na sua maioria, na década de 50, mas a foto é de 1972.
A Avenida Paraná vista da Praça Gabriel Martins, no início dos anos 60.
Esta outra vista da Avenida Paraná, quase no mesmo local, já permite ver o Cine Londrina, primeiro cinema de Londrina, dotado da tecnologia Cinerama, com tela côncava e três projetores que funcionavam simultaneamente e sincronizadamente. Infelizmente, o Cine Londrina fechou nos anos 70 e foi demolido, dando lugar a uma agência do Banco Itaú.
A Praça Floriano Peixoto e alguns edifícios, nos anos 70. As antenas de comunicação por microondas, no topo do Edifício Cínzia, o mais alto da época, foram instaladas por um helicóptero por volta de 1969.
A Avenida Paraná no início dos anos 60.
Vista aérea do centro de Londrina em 1969. 
A Avenida Paraná, vista da Praça Gabriel Martins, no início dos anos 70. Em relação às fotos anteriores, dos anos 60, a mudança mais visível é o Edifício Satélite, que abriga a agência central do Banco do Brasil, ao lado do Cine Londrina, que, já na sua fase final, exibia filmes antigos, como Ben-Hur.
Esta é a esquina das ruas Quintino Bocaíuva, Benjamim Constant e Paraíba, com o prédio das Lojas Hermes Macedo em primeiro plano, nos anos 70. O prédio ainda existe, mas hoje abriga um templo evangélico.
Vista aérea de Londrina em 1979. Em relação à foto anterior, de 1969, a maior mudança é o Edifício Palácio do Comércio, construído no local do antigo prédio da ACIL - Associação Comercial e Industrial de Londrina, no centro da foto.
Os edifícios Júlio Fuganti, em primeiro plano, Centro Comercial e outros, envolvendo a Praça Primeiro de Maio, ao centro. A foto é do final dos anos 70.
A Catedral de Londrina logo após a sua conclusão, em meados dos anos 70.
Vista aérea do centro de Londrina, em 1977.
A Praça Rocha Pombo no início dos anos 70. A Estação Ferroviária estava em plena atividade. Pode-se ver as casas dos funcionários da RFFSA, abaixo do pátio e com frente para a Rua Acre, e os ônibus estacionados abaixo da praça, esperando a vez para subir a Avenida São Paulo e entrar na Rodoviária. A foto foi tirada do alto do Edifício Tóquio.
Outro ângulo da Praça Rocha Pombo, em direção à Rodoviária, no início dos anos 70.
Praça Floriano Peixoto, no final dos anos 60. Ainda não existia o Edifício Frederico Lundgreen, abaixo do edifício do "Relojão", que foi construído no local onde antes se encontrava o Cine Jóia, que foi destruído por um incêndio.
A Rodoviária, vista da Praça Rocha Pombo, anos 70.
A Rua Quintino Bocaiúva, saída para Cambé, nos anos 70.
A Alameda Miguel Blasi, nos anos 70.

domingo, 15 de maio de 2011

O centro de Londrina em outros tempos - II

Em menos de 20 anos, Londrina passou por transformações radicais em sua área urbana. As casas de madeira deram rapidamente lugar às casas e prédios em alvenaria. Nas décadas de 40 e 50, ninguém reconheceria a cidade dos anos 30, que parecia um cenário do Velho Oeste americano.
A imponente Catedral substituiu a velha igreja matriz em madeira já nos anos 40, mas teve vida curta, pois foi demolida no final dos anos 60. Além de ter ficado pequena com o crescimento da cidade, tinha problemas estruturais graves. Deveria ter sido substituída por uma catedral de estilo neogótico, que começou a ser construída na parte de trás, mas faltou dinheiro para a nave principal. O Arcebispo Dom Geraldo Fernandes resolveu adotar, então um projeto de estrutura metálica, concluído em meados dos anos 70.
Nesse detalhe da confluência entre a Avenida Paraná e a Rua Maranhão, pode-se ver o tráfego tranquilo, a agência local da Caixa Econômica Federal e, ao fundo, a Praça Floriano Peixoto.
 
Vista aérea do centro de Londrina na segunda metade da década de 50, com a Praça Willie Davids ao centro, os Edifícios Londrina (abaixo, à esquerda), e o Edifício Autolom ainda em fase de acabamento (à esquerda).
Aqui, pode-se ver o centro já no início dos anos 60, com os edifícios América, do "Relojão", e Júlio Fuganti, ambos finalizados em 1959, e o conjunto do Centro Comercial ainda em construção (acima e à esquerda).
A Rua Maranhão, em 1948, com o edifício Londrina ao fundo. O muro em primeiro plano, à esquerda, era do velho escritório da Companhia de Terras Norte do Paraná. Nesse local seriam construídos, em poucos anos, o Cine Ouro Verde e o Edifício Autolon.No local onde hoje está o Shopping Royal Plaza ficava a garagem dos ônibus da Viação Garcia, da qual se pode ver um deles virando a esquina entre as ruas Maranhão e Minas Gerais.
A Avenida Paraná, nos anos 50. A esquina em primeiro plano é a da Rua Pernambuco. No centro da foto, pode-se ver o Edifício Salomé, que foi posteriormente demolido para dar lugar às Lojas Riachuelo.Pode-se ver ao fundo a Catedral e a Alameda Miguel Blasi.
A Avenida Rio de Janeiro, esquina com a Rua Sergipe. O calçamento em paralelepípedos era típico da época, e ainda subsiste, em muitos pontos, recoberto pelo asfalto.
Rua Sergipe, esquina com a Rua Mato Grosso, em foto de Carlos Stenders, nos anos 50.
Rua Minas Gerais, em frente à Associação Comercial e Industrial de Londrina - ACIL, foto de Carlos Stenders, nos anos 50. Pode-se ver o Posto de Saúde Municipal, ao fundo, e as Casas Fuganti, além de uma parte da marquise da ACIL.
Confluência da Avenida Paraná com as ruas Minas Gerais, Santa Catarina, Alameda Manoel Ribas e Rua Maestro Egídio do Amaral. Foto de Carlos Stenders, meados dos anos 50.